As relações entre alunos e professores têm sempre necessidade de ajustar comportamentos de modo a criar um património comum de valores e regras, conhecendo os valores e regras familiares, se elas existirem.
Com esta tríade consonante é possivel resolver os conflitos pelo diálogo ou pela negociação.
As regras de comportamento a incutir nos alunos deviam ter sempre como base o diálogo, só que na actual escola, isso não é possivel, pois, os valores estão tal como os da sociedade «adulterados». Os pais deixaram de ser a base de apoio de que a escola precisa para voltar a humanizar-se e fazer ressurgir o clima de confiança entre pais/ filhos e professores.
Os alunos precisam de olhar para os professores como adultos respeitáveis e bem intencionados e que as suas imposições, a despeito das vicissitudes que vão surgindo, ajudá-los-ão a ser adultos «bem-formados».
A Escola deve lutar por voltar a criar o clima de confiança e alegria que eu sei, como professora, se viveu há muito nas Escolas.
Os castigos devem ser vistos como soluções de recurso para atitudes limite e, nunca devem ser muito prolongados. O castigo será sempre mostrado como uma consequência do não cumprimento das regras estabelecidas para todos.
Um erro comum nas Escolas, é mandar o aluno de castigo para a Biblioteca, porém, na minha opinião esta não deve ser nunca associada a punição ou penalização. Tenho-me vindo a «bater» contra esta atitude por parte dos professores, pois, a BE é um lugar calmo onde se deve estar com alegria e vontade.
Associar a BE a castigo é errado, pois, o lugar está mais vocacionado para -sorrir, ler, aprender, sonhar e criar.
Para comprovar o meu ponto de vista, um aluno veio cumprir castigo para a BE e nos dias seguintes foi-se repetindo a «atitude».Intrigada, conversei com o aluno e fiquei a saber que não cumpria as regras da aula propositadamente, pois, gostava mais da BE do que das aulas.
O valor do castigo estava invertido e a professoraestava a pactuar inadvertidamente ou quem sabe feliz por ter menos um na sobrelotada turma...
O castigo por incumprimento de regras deve ser o mais eficaz possivel.
Prof. Cândida Ribeiro
4 comentários:
Realmente, não faz sentido ir de castigo para a BE!! Porquê? Um castigo deveria ser algo para que os alunos aprendessem uma "lição", não algo que eles gostem de fazer, senão, qual o sentido de estar de castigo, nesse caso?
Beijinhos
Francisca
Olá Francisca:
Pois, para uma menina cumpridora como tu não faz sentido o castigo na BE. Às vezes alguns dos meninos que vêm de castigo ficam a gostar e passam a vir mais vezes e isso é bom, não achas?
Mas tu tens razão a BE é um lugar onde se deve estar feliz e com vontade de estar.
Boas férias e muitas leituras e já agora visitas ao blog.
Um beijinho para uma menina muito doce.
Prof. Cândida Ribeiro
Concordo com a Francisca.
Mas hoje em dia os alunos não gostam de livros e acaba por ser um castigo e a gostarem de lá estar.
O que fazer para os incentivar a ir à BE???
Beijinhos e muito carinho da Ana Luísa
Olá Ana:
Eu acho que estares de acordo com a Francisca è óptimo.
Quando dizes que os alunos não gostam de livros eu acrescentaria «alguns alunos», não achas?
Eu acho que um castigo na BE mesmo que não se goste de livros não é castigo, pois, há variadas coisas que se podem fazer no Centro de Recursos..
Atua frase está um pouco confusa. tenta pontuar e explicar-me melhor o que queres dizer, OK?
Beijinhos,a minha amizade e boas férias.
Prof. Cândida Ribeiro
Enviar um comentário