sexta-feira, 4 de março de 2011

TERCEIRO (DES)CONSERTO MUSICAL


A boa Música voltou a Espinho, na última 5ª feira, 3 de Março. Viveu-se no Centro Multimeios o 3º momento musical de (Des)conserto. Novo momento mágico.O Mestre António Vitorino de Almeida, aos quase 71 anos de idade e 50 de carreira, consegue surpreender-nos ainda, através das histórias e da música.
O «Senhor Mestre», nas palavras de Nádia, António Vitorino de Almeida revela uma grande capacidade de improviso e sobretudo de grande contador de histórias.
Hoje a surpresa era a cantora Nádia, que há nove anos partilha os palcos com o Mestre.
A boa disposição de ambos e a alegria do mestre associadas à excelente música e às histórias contadas fizeram o público, presente no Multimeios, viver uma noite inesquecível.
Recordando o último encontro e, o facto de estar afónico, o Mestre iniciou o encontro musical dizendo: «Que bom estar de microfone na mão». Lembrando depois o Coro da Academia de Música de Espinho e Olga Prats que o acompanharam nas duas últimas sessões para apresentar a surpresa da noite, a Nádia e com ela fazer a História da Canção Francesa, música que dura há já muito, quase um século.
Iamos iniciar todos, músicos e público, uma viagem pela música Francesa.
Padam...Padam..., interpretada por Edith Piaf foi esta noite cantada por Nádia, magistralmente acompanhada pelo Mestre ao piano. Os dois explicaram que Param.... era uma expressão fonética que significa o bater do coração ( param...param...param...param...).
Seguiu-se uma outra canção interpretada igualmente por Edith Piaf que retrata a sua vida difícil e triste. Vitorino de Almeida acrescentou que a diva Piaf viveu os últimos anos de vida dependente de uma droga, a morfina, que lhe foi ministrada num hospital em dose errada que a tornaram dependente . Acrescentou ainda que Piaf teve sempre problemas com os homens sendo que um dos raros que a tratou com delicadeza foi Marcel Sardain (campeão de boxe). Foi em Nova York, no auge da carreira ,quando se iniciava a sua actuação que recebeu a notícia da morte de Marcel mesmo assim actuou iniciando dizendo:«Esta noite não vou cantar para vocês mas para o Marcel». A canção era MON DIEU, também Nádia a interpretou nesta noite de uma forma espectacular.
Outras cancões foram sendo ouvidas na voz de Nádia acompanhada ao piano pelo «Senhor Mestre»
Mais uma história que divertiu o público, arrancando-lhe gargalhadas foi quando Nádia lembrou o ensaio feito em casa de Vitorino de Almeida, na véspera, em que faltava ensaiar uma canção e ele lhe disse que sairia bem sem ensaio, pois, estava na hora do jogo de futebol( Benfica-Sporting) e ele não resistia.
A pedido de Nádia, o Mestre interpretou ao piano uma peça escrita, há muitos anosa por ele próprio sobre a vida de Edith Piaf e se intitula PIAF. A peça foi escrita para piano, violino, harpa e acordeão. A linguagem musical da peça tem a carga da vida de Edith Piaf.
Nova história, nova canção, escrita por Claude François, que ele não valorizou por não gostar muito dela, mas pressionado incluiu-a no seu disco considerando-a sem valor, no entanto, parece ter sido a única com um tema genial por ele escrita. COMME D" HABITUDE, retrata a crónica de rotina da vida de um casal. Mais tarde Paul Anka cai de amores pela canção e escreve-a em Inglês e vai ser interpretado por FranK Sinatra, com o título MY WAY. Um tema de triunfo.
Jacques Brel foi também recordado NE ME QUITTE PAS e outras canções , foram ouvidas num silêncio sepulcral, numa interpretação divinal da cantora de serviço.
Ao final da noite, após acalorado aplauso por parte do público, os dois artistas interagiram com ele interpretando a célebre canção NON,JE NE REGRETTE RIEN (1956) de Edith Piaf.
Noite inolvidável a vivida de mãos dadas com grandes canções e excelentes intérpretes.


4 comentários:

Anónimo disse...

Para além de leitura, música é uma paixão minha!
Eu, pessoalmente, toco guitarra e tenho uma paixão por tudo o que seja música. É uma arte lindíssima!
:)
Um beijinho grande
Francisca

Cândida disse...

Francisca:
Pelos vistos temos muitos gostos em comum.Um bom livro e uma música boa são óptimas companhias. Amigos que nunca nos deixam mal.
Parabéns pelo teu gosto pela música. Não sabia que tocavas guitarra.
Até junho todas as primeiras 5ª feiras do mês às 21.30 no Multimeios estará o Mestre Vitorino de Almeida. A entrada é gratuita. Aparece.
Um beijo
Cândida Ribeiro

Anónimo disse...

:) É verdade. Temos muitos gostos em comum.
Tocar guitarra é para mim uma paixão desde que tinha 8 anos. Adoro.
Música é uma boa companhia, sem dúvida!

Um beijinho

Francisca
*

Cândida disse...

Francisca:
Um dia espero vir a ouvir-te tocar ao vivo, ok?
Beijos
Cândida Ribeiro

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