Ontem, dia 3 de Fevereiro pelas 22h, no Centro Multimeios, viveu-se uma noite de sonho e música com a presença de dois nomes incontornáveis do panorama musical português - António Vitorino de Almeida e Olga Prats.O Maestro bastante rouco prometeu sobretudo música e cumpriu.
Após a primeira interpretação ao piano, por Vitorino de Almeida foi a vez de Olga Prats interpretar divinamente «En Rêve» de Listz.
Fizeram em conjunto uma breve apresentação de Cesar Frank, compositor Belga, menos interpretado. Acrescentaram ainda que este compositor, ao contrário do habitual foram os alunos a« puxar» por ele. É uma verdadeira lição para todos os que se movimentam nos corredores do ensino e até governativo, afirmou António Vitorino de Almeida de uma forma risonha, mas bastante aplaudido pelo público.
De seguida interpretaram Listz, afirmando, antes, ser um homem profundamente sério e humilde sendo no entanto a arte pianistica do compositor bastante complicada, na opinião dos dois músicos.
Wagner, genro de Listz, teve grande influência sobre ele e este achava convictamente que as suas ideias ficariam bem entregues nas suas mãos.
Olga prates coroborou estas palavras e tocou uma das poucas composições escritas
por Wagner para piano -«Quando os cisnes negros aparecem».
Viveram-se enormes momentos de partilha e os dois músicos, que se apresentaram como irmãos, brincaram com as palavras e histórias que contaram.
A pedido do público interpretaram ao piano uma música a quatro mãos dedicada ao público e muito aplaudida por todos os presentes que enchiam a sala.
Após a primeira interpretação ao piano, por Vitorino de Almeida foi a vez de Olga Prats interpretar divinamente «En Rêve» de Listz.
Fizeram em conjunto uma breve apresentação de Cesar Frank, compositor Belga, menos interpretado. Acrescentaram ainda que este compositor, ao contrário do habitual foram os alunos a« puxar» por ele. É uma verdadeira lição para todos os que se movimentam nos corredores do ensino e até governativo, afirmou António Vitorino de Almeida de uma forma risonha, mas bastante aplaudido pelo público.
De seguida interpretaram Listz, afirmando, antes, ser um homem profundamente sério e humilde sendo no entanto a arte pianistica do compositor bastante complicada, na opinião dos dois músicos.
Wagner, genro de Listz, teve grande influência sobre ele e este achava convictamente que as suas ideias ficariam bem entregues nas suas mãos.
Olga prates coroborou estas palavras e tocou uma das poucas composições escritas
por Wagner para piano -«Quando os cisnes negros aparecem».Viveram-se enormes momentos de partilha e os dois músicos, que se apresentaram como irmãos, brincaram com as palavras e histórias que contaram.
A pedido do público interpretaram ao piano uma música a quatro mãos dedicada ao público e muito aplaudida por todos os presentes que enchiam a sala.
Foi um momento mágico e inolvidável. Até Junho todas as primeiras 5ª feiras do mês repetir-se-ão noites destas em que a música do Maestro aquecerá as nossas almas.
3 comentários:
Foi exactamente assim que vivi esses momentos mágicos: a fraternidade de "génio" musical, de género e geração - como raramente se pode em público tão alargado partilhar.
Verdadeira e profundamente emotiva.
Música e sentimento contagiantes!
Gostei muito de ler este texto que me levou a recordar esses momentos mágicos vividos no espaço aberto do átrio do Centro multimeios.
Foi o encontro fraternal de dois génios da nossa música, verdadeiro e emotivo. Pura música, puro sentimento!
Drª Manuela:
Obrigada pelos seus comentários mas sobretudo pela sua sensibilidade e ter devolvido tanta vivacidade ao panorama cultural Espinhense.
Foi exactamente o conseguir ter com este tipo de música uma sala cheia que mais me enterneceu.
«Música e sentimento contagiantes» .Bela frase a sua.
Um abraço
Cândida Ribeiro
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