terça-feira, 29 de novembro de 2011

CÁ ESTOU NO TERCEIRO DIA.


9 de Setembro 10h da manhã.

Estou no paredão a olhar o mar. Vim «beber» da sua calma tentando apaziguar a dor e saudades pungentes da Escola que hoje me assolaram ao acordar.
Uma inquietação enorme.A falta dos meus amigos. A Escola mas sobretudo a BE.
Sentei-me e dei comigo a pensar o que devia fazer para receber os novos alunos. Que pesadelo meu Deus!
Vou ter que esquecer que a minha saída da escola, antecipada duplamente, se deveu à falta de ética profissional e à falta reconhecimento pelo apoio leal e incondicional que dei à escola, aos alunos e colegas, por parte da Directora.
Sentimentos contraditórios que só o sol à beira-mar consegue acalmar tenuemente.Cada onda pequenina parece trazer-me um segredo numa voz parecida com a do meu pai.
Que falta me faz o meu pai!
Se eu tivesse feito o contrário do que ele me dizia na Juventude eu provavelmente estaria a sofrer mais ainda.Dizia-me ele, tantas vezes:«Filha, não passes nunca por cima de interesses e sobretudo sentimentos dos outros.»
Eu segui à risca esses sábios conselhos e, por isso,estou hoje em paz com a minha consciência.
Também não me esqueci da BE que eu projectei. Nasceu-me nas mãos.È como se fosse o meu filho mais novo. Vivi durante vários anos intensamente este projecto com toda a Comunidade Escolar.Foi de lá que saí sózinha com 2 sacos com os meus pertences. A porta foi a lateral!Cruzei-me só e felizmente com uma funcionária e uma colega grandes amigas.Era o dia 7 de Setembro de 2010 -12h.Não olhei para trás e nenhuma se apercebeu da dor imensa que o meu coração levava nem das lágrimas que corriam por detrás dos meus óculos de sol.
Não voltei à Escola até hoje!
Quero aquietar o meu coração e tentar perdoar à causadora deste pesadelo,a Directora da Escola.
Lutei em guerras alheias e não não quiz acreditar no que ouvia sobre a Directora e contribui assim para o clima de «medo» que se vive, em minha opinião, naquela escola por uma enorme falta de liderança ou melhor uma liderança vingativa e destrutiva pela sede de poder e ambição desmedidas.
Não lidera quem ouve e fala mas sobretudo exige depois silêncio, no silêncio dos gabinetes. Quem não é capaz de conciliar e precisa de dizer muitas vezes«quem manda sou eu.»
Manda aquele que pacifica, que cria bom ambiente e sabe impor-se pelo trabalho e não pelo medo dos que hierárquicamente lhe estão sujeitos
Muitos não falam por medo!Eu libertei-me das amarras!

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