Aos meus seguidores quero explicar a minha ausência do blog por tanto tempo.
A falta de tempo, por empenhamento na preparação de num novo projecto, é a razão fundamental, mas houve outras.
Como sabem, pela leitura de alguns dos meus textos, «parti» para uma reforma antecipada não por vontade própria mas obrigada por várias circunstâncias. As Escolas já não são o que eram, lugares onde os alunos vão aprender e os professores a ensinar. O campo de «batalha e intriga» em que as Escolas se transformaram, criaram-me alguma desmotivação e desencanto mas foi sobretudo a falta de liderança e incapacidade conciliadora e motivadora da Directora da Escola que mais negativamente me influenciou. Foram-me feitas duas humilhações profissionais públicas que tiveram por base a incompetência e a falta de características de liderança de quem dirige a Escola que me acolheu durante 31anos, dos quase 40, em que eu me movimentei na Escola, que mais me marcaram.
Aproveito fazer hoje este desabafo, pois, li um texto num blog - TERREAR- algo que me elevou a auto-estima e não resisto a partilhar.
« O/ A Director(a) é importante mas...
Escrevo hoje sobre uma evidência: o director (de uma escola, de um agrupamento) é importante mas sozinho nada pode.
Aliás, um director que queira ser líder precisa de ser liderador (pois, não há lideres sem liderados).
Os poderes reais do director não estão no Decretº-Lei 75/2008.
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Os poderes reais residem na interação. Na capacidade de influência, convencimento e de mobilização. Os poderes reais residem na cultura organizacional, no sentido do trabalho, na colaboração voluntária gerada pelas inteligências acesas de todos os que são o corpo e alma das organizações.
O poder real será tanto maior quanto mais for distribuido e partilhado. Porque o poder é sobretudo aprovação e reconhecimento.»
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Esta é uma crónica publicada no Clube de Matemática, da SPM
por JMA, Gondomar, Portugal
( Mestre em Administração Escolar pela Universidade do Minho e Prof. Convidado da Universidade Católica Portuguesa)
Não conheço este senhor mas revejo-me completamente nas palavras d
esta crónica. Eu fui vitíma de uma Directora sem qualquer característica de liderança.
Esta é a minha catarse, pois eu comecei a leccionar ainda no tempo dos Directores, de antes da revolução, mas o meu 1º Director ficou na minha vida como um dos meus maiores amigos até há um ano, em que com 96 anos faleceu.
Com ele desabafei muitas vezes e aconselhei-me nestes últimos anos. Obrigada Dr Edgar.
Comecei em 1972 com um DIRECTOR e acabei uma vida profissional cheia a que me entrguei com enorme paixão com uma directora. Entrei por uma enorme Porta e quase 40 anos depois saí por uma porta lateral sem qualquer reconhecimento. Até hoje já passaram muitos meses...
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