8 de Outubro de 2010,17 horas. Bar das Sereias.
Estou mais calma. No bar a música é mais calma mas o barulho do mar ouve-se com tanta intensidade que as conversas, mesmo próximas, não são mais do que falas humanas inintelígiveis.
Duas mesas mais á frente estão duas ex-colegas. Cumprimenta-mo-nos mas quero continuar a minha busca sózinha. A Alice, ainda me diz para ir ao facebook tirar uma foto, mas compreenderam o meu estado de alma e uma delas disse:
-Pronto, quer estar sozinha.
Na verdade estes dias de encontro comigo própria e com os meus pensamentos tem sido fundamental.
Abafei muitas vezes a «raiva», então, decidi fazer uma introspecção sobre os meus erros, amadurecer as minhas ideias e não agir com a impulsividade que sempre me foi tão característica -A minha imagem de marca.
A minha genuinidade associada a uma enorme ingenuidade face ao comportamento das pessoas,estão feridas de morte.É como se na minha cabeça os pensamentos se agitassem da mesma forma que o mar o faz - Intranquilo e desassossegado.
Ah! Hoje foi dia de marés vivas e a «fúria» do mar é enorme, mas na crista das ondas um surfista solitário enfrenta-as com uma força inaudita. Deixei de o ver
Ah Reapareceu na crista de uma onda alta,com muita espuma e a parecer-me perigosa! Mas ele não desiste.
Estou a sentir-me mais forte. Eu também vou resistir a este mau momento. Eu quero que esta nova fase da minha vida seja de quietude e quero voltar a acreditar que as pessoas deixarão de ser preversas e o mundo vai tormnar-se mais fraterno e as ESCOLAS voltarão a ser aqueles lugares mágicos em que os actores professores/alunos conviverão outra vez irmamente e onde conseguirão ser felizes.
Preciso de tomar decisões.É difícil mas hoje como habitualmente à 4ª feira vou almoçar com a minha colega e amiga e adorei quando ela me telefonou às 12h e me disse:
-Então, amiga?
À tarde, o meu sofá de sempre. Um cansaço fora do comum e no meu sofá tive o silêncio por companhia.
Agora, aqui, novamente a olhar o mar, acho que estou numa posição priveligiada para poder ajudar a pacificar o meu local de trabalho.
Não posso deixar passar em branco as únicas humilhações públicas que sofri enquanto professora ao longo da minha carreira de 40 anos.
A minha última Directora, percebi agora após anos e anos a usar-me e a usufruir do meu trabalho, lealdade e apoio deve ter descoberto que o meu pedido lhe reforma lhe dava o direito a dispersar-me e atreveu-se a fazer-me o que há muito tem feito a outros colegas, que por educação ou medo, se tem dispensado de conflitos que levam à desistibilização e mau ambiente.Já é suficiente o criado por quem dirige a Instituição.
Vou escrever uma carta que publicarei quando achar oportuno.
Estou mais calma. No bar a música é mais calma mas o barulho do mar ouve-se com tanta intensidade que as conversas, mesmo próximas, não são mais do que falas humanas inintelígiveis.
Duas mesas mais á frente estão duas ex-colegas. Cumprimenta-mo-nos mas quero continuar a minha busca sózinha. A Alice, ainda me diz para ir ao facebook tirar uma foto, mas compreenderam o meu estado de alma e uma delas disse:
-Pronto, quer estar sozinha.
Na verdade estes dias de encontro comigo própria e com os meus pensamentos tem sido fundamental.
Abafei muitas vezes a «raiva», então, decidi fazer uma introspecção sobre os meus erros, amadurecer as minhas ideias e não agir com a impulsividade que sempre me foi tão característica -A minha imagem de marca.
A minha genuinidade associada a uma enorme ingenuidade face ao comportamento das pessoas,estão feridas de morte.É como se na minha cabeça os pensamentos se agitassem da mesma forma que o mar o faz - Intranquilo e desassossegado.
Ah! Hoje foi dia de marés vivas e a «fúria» do mar é enorme, mas na crista das ondas um surfista solitário enfrenta-as com uma força inaudita. Deixei de o ver
Ah Reapareceu na crista de uma onda alta,com muita espuma e a parecer-me perigosa! Mas ele não desiste.
Estou a sentir-me mais forte. Eu também vou resistir a este mau momento. Eu quero que esta nova fase da minha vida seja de quietude e quero voltar a acreditar que as pessoas deixarão de ser preversas e o mundo vai tormnar-se mais fraterno e as ESCOLAS voltarão a ser aqueles lugares mágicos em que os actores professores/alunos conviverão outra vez irmamente e onde conseguirão ser felizes.
Preciso de tomar decisões.É difícil mas hoje como habitualmente à 4ª feira vou almoçar com a minha colega e amiga e adorei quando ela me telefonou às 12h e me disse:
-Então, amiga?
À tarde, o meu sofá de sempre. Um cansaço fora do comum e no meu sofá tive o silêncio por companhia.
Agora, aqui, novamente a olhar o mar, acho que estou numa posição priveligiada para poder ajudar a pacificar o meu local de trabalho.
Não posso deixar passar em branco as únicas humilhações públicas que sofri enquanto professora ao longo da minha carreira de 40 anos.
A minha última Directora, percebi agora após anos e anos a usar-me e a usufruir do meu trabalho, lealdade e apoio deve ter descoberto que o meu pedido lhe reforma lhe dava o direito a dispersar-me e atreveu-se a fazer-me o que há muito tem feito a outros colegas, que por educação ou medo, se tem dispensado de conflitos que levam à desistibilização e mau ambiente.Já é suficiente o criado por quem dirige a Instituição.
Vou escrever uma carta que publicarei quando achar oportuno.
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